Colunista Herbert Sousa
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Governo de Nicolás Maduro continua agredindo, roubando e detendo jornalistas na Venezuela


Dezenas de jornalistas foram agredidos, roubados ou detidos sem justificativa na Venezuela desde o início dos protestos estudantis e da oposição que cruzam o país há um mês, denunciou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), nesta quinta, acusando policiais e manifestantes.

"A Guarda Nacional levou adiante uma escalada de detenções e de roubo de equipamentos e de material gráfico, em uma ação absolutamente repressiva e violatória do direito ao trabalho e da liberdade de expressão", disse o secretário-geral do SNTP, Marco Ruiz.

"Esses são fatos repudiáveis, como também o são as atuações de grupos de manifestantes que voltaram sua ira contra profissionais da imprensa, pondo suas vidas em risco", acrescentou Ruiz.

O SNTP contabiliza 23 casos de roubos de equipamentos de jornalistas - por manifestantes, civis armados e agentes da ordem, 22 detenções arbitrárias e 68 casos de agressão. Muitos dos jornalistas sofreram duas, ou até três das situações descritas.
Imagem: ReproduçãoNicolás Maduro(Imagem:Reprodução)Nicolás Maduro

"Os funcionários de segurança do Estado estão para garantir a ordem pública, não para agredir a imprensa e muito menos os cidadãos", disse o repórter-fotográfico Gabriel Osorio, que denunciou ter sido agredido e roubado por membros das tropas do Batalhão de Choque, em 15 de fevereiro.
Imagem: ReproduçãoGuarda Bolivariana agindo com truculência(Imagem:Reprodução)Guarda Bolivariana agindo com truculência

Os protestos iniciados em fevereiro deixaram 20 mortos, quase 300 feridos e dezenas de denúncias sobre violações dos Direitos Humanos. As manifestações começaram com reivindicações por mais segurança, somadas às queixas pela crise econômica, inflação alta e falta de vários produtos no país.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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