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Recessão piora nos EUA


Saiu hoje, como em todo primeiro dia útil do mês, o primeiro indicador econômico americano relevante de 2009, embora ainda sobre o ano pestilencial de 2008. É o ISM industrial de dezembro, número que dá a tendência de produção nas fábricas, obtido a partir de opiniões de executivos encarregados de compras. É o mais importante indicador produzido pelo setor privado nos EUA.

O Índice dos Gerentes de Compra (ISM), número síntese da associação industrial, caiu a 32,4% em dezembro (contra 36,2% em novembro e 38,9% em outubro), o pior desde junho de 1980 (quando chegou a 30,3%). Na média, economistas previam que o ISM síntese ficaria em torno de 35%.

Na pesquisa do ISM, os executivos respondem se as compras da empresa estão em alta, na mesma ou em baixa (respondem ainda sobre emprego, estoques etc.: o ISM é uma síntese). Para chegar ao índice, o ISM soma as respostas "em alta" com metade das respostas "na mesma". Se todo mundo (100%) responder "na mesma", o índice dá pois, 50%: sem mudança. Menos de 50% é retração nas fábricas. Menos de 41,1% é retração na economia toda.

O índice de novas encomendas caiu pelo 13º mês consecutivo, para 22,7% (contra 27,9% em, novembro). Está no nível mais baixo desde 1948.

Enfim, o número indica que os Estados Unidos entraram numa recessão tão feia como a do início dos anos 1980, bem pior que a do início dos 1990 e a do começo deste século.

Escrito por Vinicius Torres Freire

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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