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Colunista Neile Castelo Branco
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Themístocles Filho e o PT: uma relação de altos e baixos

Seguem as discussões sobre a permanência ou não de Themístocles como vice na chapa de Rafael Fonteles.

Durante anos, o então deputado Themístocles Filho, do MDB, procurou uma parceira para um jumento anão abrigado em sua fazenda preferida, a Palestina. Há cerca de dois anos, via redes sociais, encontrou e levou à fazenda a jumenta tão procurada.

Na semana passada, o vice-governador publicou em seu Instagram um vídeo. Nele, o vaqueiro Moisés, animado, anuncia a boa nova ao patrão: “A jumenta está prenhe!” Com seu sorriso peculiar, o Vice-Governador informou que a gravidez de uma jumenta dura em torno de 13 meses.

Themístocles e o PT

Foto: Lucas Dias/GP1Themístocles Filho
Themístocles Filho

Enquanto isso, seguem as conversas e discussões sobre a permanência ou não do manso e sereno Themístocles Filho como vice na chapa encabeçada por Rafael Fonteles, do PT, que busca a reeleição ao Governo do Estado em 2026. Atentai bem: um período de 13 meses de gestação.

Themístocles Filho é “cabeça de peixe”, não esquenta à toa; e este não é o “primeiro canto de carroceira” que o PT dá nele. O primeiro foi aplicado por Wellington Dias, em 2018, quando a cotação política era de 99% para Themístocles ser indicado a pré-candidato a vice-governador. Mas, na “hora H”, Wellington, que disputaria a reeleição ao Governo do Estado, escolheu a petista Regina Sousa como candidata a vice, em detrimento do então presidente da Assembleia Legislativa do Piauí.

A disputa por filiações dentro do PT

O deputado Francisco Limma, do PT, confirmou em matéria do repórter Davi Fernandes, do GP1, o que já havia sido adiantado: petistas com mandato na Alepi e os que pleiteiam assento na Casa Legislativa refugaram a filiação do vereador Draga Alana, do PRD, tão propalada pelo prócere petista, vereador Dudu Borges.

Draga Alana já demonstrou ter vasto apoio de vereadores e lideranças comunitárias. Na última eleição para vereador de Teresina, teve 9.233 votos. Com 30 vagas na Assembleia Legislativa, Alana já ameaçava deixar petista engalanado na suplência. Sob a iminência de apenas 24 vagas, ele tem tirado o sono dos petistas que pretendem permanecer no legislativo estadual e dos que sonham com uma cadeira na Casa.

O deputado Limma fala que o PT deve ser criterioso em relação às filiações. Para bom entendedor, meia palavra basta. Na equação petista, o critério é: os “cristãos novos” devem ter menos votos do que os atuais parlamentares e do que os mais velhos no partido que desejam ser parlamentares estaduais.

Matematicamente, o PT só quer gente nova para somar, ser “bucha”, ajudar a fazer legenda.

A ambição de Georgiano Neto

Foto: Lucas Dias/GP1Georgiano Neto
Georgiano Neto

O deputado Georgiano Neto, do MDB, continua sua saga voraz em busca de votos para ele, o pai e o irmão. Além de trabalhar para ser eleito deputado federal e eleger o pai, o deputado federal Júlio César, do PSD, ao Senado, Georgiano almeja, por enquanto, eleger a deputado estadual: o irmão Julinho, o suplente Tiago Vasconcelos, o ex-prefeito de Água Branca e atual secretário de Transportes do Estado Jonas Moura, o vereador de Teresina Draga Alana e reeleger a deputada Simone Pereira, todos pelo MDB.

O MDB deverá ser o destino do vereador Draga Alana, rejeitado pelo PT.

O novo quociente eleitoral em 2026

No Piauí, na eleição de 2022, o número de votos válidos foi de 1.970.138. Dividindo por 30, o quociente eleitoral para a Assembleia Legislativa do Piauí foi de 65.671 votos.

Se, em 2026, por hipótese, o número de votos válidos for o mesmo e o número de vagas para a Assembleia Legislativa for de 24, o quociente será de 82.089 votos.

Para deputado federal, a divisão do número de votos válidos pelas 10 cadeiras foi de 197.013. Agora, com 8 cadeiras, a conta fica assim: 246.267 votos.

Em síntese hipotética, cada federação vai precisar de 82.089 votos para ter uma cadeira no legislativo estadual e 246.267 votos para uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O veto de Lula e a expectativa do Congresso

Hipóteses à parte, aguardemos o que fará o Congresso com o veto do presidente Lula ao projeto que aumenta o número de deputados. A realidade se dará quando houver a eleição e soubermos o número de votos válidos, o número de vagas na Assembleia Legislativa do Piauí e as cadeiras a que o Estado terá direito na Câmara dos Deputados.

O tempo urge. Quem calculava ser eleito com "x" votos, mediante as atuais vagas na Alepi e na Câmara dos Deputados, caso em 2026 sejam apenas 24 para o Legislativo Estadual e 8 para Deputados Federais, deve trabalhar para conseguir duas vezes mais votos.

A difícil situação da oposição

Foto: Lucas Dias/GP1Deputado Estadual Gustavo Neiva
Deputado Estadual Gustavo Neiva

A realidade eleitoral no Piauí, atualmente, é bem difícil para a oposição, o Partido Progressistas.

Dos eleitos pelo PP, em 2022, para a Assembleia Legislativa, dois anunciaram desistência do pleito pela reeleição: Wilson Brandão e Aldo Gil. Os demais — Marden Menezes, Dr. Thales e Bárbara do Firmino — debandaram para o Palácio de Karnak.

Ficou só o deputado Gustavo Neiva, que vai tentar a reeleição. Na Câmara dos Deputados, a oposição tem apenas dois parlamentares: Átila Filho e Júlio Arcoverde.

Matematicamente, momentaneamente, parece muito difícil para a oposição fazer frente aos governistas com 28 parlamentares na Assembleia Legislativa e 8 na Câmara dos Deputados, todos buscando a reeleição.

Mas, em eleição, só se conhece os eleitos depois de contados os votos.

Redução do número de deputados estaduais

Pelo tocar do sino, se o Congresso Nacional não derrubar o veto do presidente Lula ao projeto que aumentou o número de deputados federais de 513 para 531, em 2027 o número de deputados estaduais do Piauí será de 24, bem menor do que o número de vereadores de Teresina, que é 29.

A promessa de Wellington Dias e a sede no semiárido

Foto: Lucas Dias/GP1Wellington Dias
Wellington Dias

Em 2014, o então deputado federal Wellington Dias, do PT, em campanha eleitoral para governador do Estado, prometeu acabar com o uso de carros-pipa para distribuição de água no interior do Estado.

De lá para cá, muita coisa mudou. Ele foi eleito governador, reeleito, depois eleito senador, voltou, foi eleito governador, reeleito, elegeu o sucessor Rafael Fonteles, foi eleito senador novamente e está licenciado exercendo cargo de ministro no governo do presidente Lula.

Lá se vão 21 anos e a situação dos seres humanos piauienses que vivem principalmente no semiárido continua a mesma.

Estamos no final de julho e a situação das pessoas e animais no semiárido é desesperadora com a falta d’água. Os carros-pipa continuam distribuindo água de péssima qualidade, principalmente para o consumo humano.

Enquanto isso, o PT e o ministro Wellington continuam numa boa. Quem sabe, quando a inteligência artificial produzir água potável, a situação melhore para quem habita no semiárido piauiense?

O Piauí fora do mapa da fome?

O Governo Federal distribuiu à mídia, com estardalhaço, a informação de que a ONU, organismo de atuação questionável, constatou que o Brasil está fora do mapa da fome. Está mesmo?

Inquestionável é a realidade de que o Piauí continua no mapa da sede, à base de carros-pipa e de cacimba de água barrenta.

As polêmicas das emendas Pix

E haja Pix! O colunista Gil Sobreira divulgou nesta semana, no portal GP1, o valor astronômico de 100 milhões de reais em emendas Pix para prefeitos do Piauí.

Alguém, em algum município piauiense, viu “adonde” as verbas via Pix foram parar?

As emendas via Pix se parecem com recursos a fundo perdido, que só os prefeitos veem, pegam e usam como bem entendem, sem a devida prestação de contas.

CPI das finanças em Teresina

Foto: Lucas Dias/GP1Bruno Vilarinho, vereador de Teresina pelo PRD e líder da Prefeitura na Câmara
Bruno Vilarinho

O líder do prefeito Sílvio Mendes na Câmara de Vereadores de Teresina, Bruno Vilarinho, do PRD, em entrevista à TV GP1, deu uma boa notícia aos colegas e às colegas: o chefe do Executivo municipal, neste segundo semestre, vai liberar as emendas apresentadas pelos edis teresinenses.

O líder do prefeito disse ainda que a Prefeitura vai colaborar com as duas Comissões Parlamentares de Inquérito em andamento na Câmara de Vereadores: a do Transporte Coletivo e a denominada “CPI do rombo financeiro”, que o vereador Bruno Vilarinho entende que deve ser intitulada “CPI das finanças”.

Se o resultado das duas for igual ao da CPI das Águas, o prefeito Sílvio Mendes vai “nadar de braçadas e pescar numa boa”.

A posição de Sílvio Mendes nas eleições de 2026

Foto: Lucas Dias/GP1Sílvio Mendes
Sílvio Mendes

O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, do União Brasil, já declarou que vota na reeleição do senador Ciro Nogueira, do PP.

Marcelo Castro, do MDB, que pleiteia a reeleição ao Senado, e o deputado federal Júlio César, do PSD, pré-candidato ao Senado, ambos da base governista, cativam o prefeito de Teresina em busca de voto dele.

Mas será que o presidente do PT piauiense aceitará que o prefeito de Teresina vote em candidato da chapa governista, já que ele não quer que filiados aos partidos do governo mantenham contato com senador do Progressistas?

Conclusão: política é imprevisível

O negócio é aguardar para ver no que vai dar. Em política, pode acontecer tudo — inclusive, nada de novo.

Uma dica! Veja o documentário: “Raul Seixas, Eu Sou”.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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