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Júlio César Cardoso *

Imagem: ReproduçãoJúlio César Cardoso(Imagem:Reprodução)Júlio César Cardoso

Como um dos brasileiros prejudicados pelo malogrado plano econômico de governo Fernando Collor, liderado pela ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, continuo perplexo com a ingenuidade do eleitorado alagoano que novamente o guindou ao cenário político.

Mas a benevolência do incauto eleitor de Alagoas não é só para com Collor. O controvertido político peemedebista, senador Renan Calheiros, da trupe de José Sarney, Romero Jucá etc., é outro que ainda encontra simpatia do sofrido e ingênuo povo alagoano.

Sabe-se que o presidente cassado não gosta de ser observado. Mas, como brasileiro contribuinte de alta carga tributária sem retorno em serviço público de qualidade e que paga os salários dos senhores senadores e deputados, tenho o direito democrático de fazer observações.

Recentemente, o senador gaúcho Pedro Simon (PMDB-RS), em entrevista à revista Veja, fez considerações políticas que desagradaram Collor. Embora não tenha credencial para defender o senador Simon, trata-se de um homem público de respeitável honorabilidade na vida política brasileira. O termo nefelibata dirigido por Collor ao senador Pedro Simon, até se compreende pelo seu temperamento explosivo, cabe perfeitamente ao ex-presidente por sugerir esquecimento dos fatos nebulosos que se passaram durante o seu governo.

Sobre o atestado de idoneidade de Collor buscado na Justiça brasileira, de um STF de indicação política não se pode esperar muita coisa, haja vista que políticos indecorosos como José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e muitos outros, continuam a gozar do respeito daquela Corte.

As pessoas de bem deste País, isto é, aquelas que continuam sendo enganadas por políticos solertes e contribuem com o Erário para sustentar as mordomias do Congresso Nacional, não têm culpa da imagem negativa que Collor deixou plantada no Brasil. Por isso, muitas considerações não lhe são favoráveis como a pejorativa “o gavião para cuidar do galinheiro”, referindo-se à sua participação como membro da CPI de Carlinhos Cachoeira.

Assim, senador Collor de Mello, o termo nefelibata não é curial aos brasileiros que ainda têm memória de seu passado político. Nós, contribuintes, não andamos nas nuvens ou no mundo da lua. Ao contrário, sabemos muito bem o que se passou no seu governo.

* Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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