Em publicação no X, antigo Twitter, Nikolas criticou a medida e afirmou que não vê mais espaço para atuação política “dentro da normalidade”. “E ainda tem gente achando que dá para enfrentar a ditadura jogando o jogo deles. Fecha o Congresso logo, não faz sentido continuar aberto”, declarou.
Horas antes, a Câmara dos Deputados havia votado o processo de cassação de Zambelli. Ao todo, 227 parlamentares apoiaram a perda do mandato, enquanto 110 se posicionaram contra e 10 se abstiveram. Como o regimento exige 257 votos favoráveis, o pedido acabou arquivado, situação posteriormente revertida pela decisão de Moraes.
Segundo o ministro, a deliberação da Câmara ocorreu em afronta direta ao artigo 55, incisos III e VI, da Constituição. Ele classificou a votação como “ato nulo”, citando violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, além de “desvio de finalidade” por parte do Legislativo.
Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada em parceria com um hacker.
Atualmente, a deputada está detida na Itália, após deixar o Brasil. Por estar presa, ela não pode exercer plenamente as funções parlamentares, embora seu mandato tenha sido mantido até então com base na decisão da Câmara.