A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, tornou-se a bilionária mais jovem do mundo a fazer a própria fortuna, após a Kalshi, empresa de mercados de previsão que ela cofundou, ser avaliada em US$ 11 bilhões. De acordo com a revista Forbes , a participação de 12% da brasileira na companhia garante a ela um patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão, superando as ex-recordistas Lucy Guo e a cantora Taylor Swift . O sócio e cofundador Tarek Mansour, também de 29 anos, alcança o mesmo valor.
A Kalshi opera como uma bolsa de apostas regulamentada nos Estados Unidos, permitindo que usuários negociem previsões sobre acontecimentos futuros, como eleições, eventos esportivos e pautas da cultura pop. Só em novembro, a plataforma movimentou US$ 5,8 bilhões, oito vezes mais que em julho. Atualmente, processa mais de US$ 1 bilhão por semana, sendo 90% do volume relacionado a contratos esportivos. “As pessoas negociam quando têm uma visão sobre o futuro”, afirmou Luana à Forbes.
Crescimento acelerado e trajetória da Kalshi
Fundada em 2018, a Kalshi viveu uma expansão expressiva ao longo de 2025. A empresa valia US$ 2 bilhões em junho e saltou para US$ 11 bilhões após a nova rodada, crescimento que supera o da principal concorrente, a Polymarket, avaliada em US$ 9 bilhões.
Luana e Mansour se conheceram no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e desenvolveram a ideia enquanto estagiavam na Five Rings Capital. O lançamento da plataforma levou dois anos, devido à espera pela regulamentação governamental. “Queríamos fazer tudo legalmente para construir a maior bolsa do mundo”, disse a empresária.
Com o novo aporte, a Kalshi pretende ampliar integrações com corretores, expandir parcerias com veículos de mídia e reforçar sua atuação no mercado esportivo. A plataforma também prepara acordos com a NHL, o marketplace StockX e integração com a blockchain Solana. Em janeiro, Donald Trump Jr., filho do presidente Donald Trump, passou a integrar o conselho consultivo da empresa.
A trajetória de Luana Lopes Lara
Luana afirma ter se formado em Ciência da Computação no MIT. Durante a graduação, trabalhou em gigantes do setor financeiro, como a Bridgewater Associates, de Ray Dalio, e a Citadel, de Ken Griffin.
Antes de ingressar no ensino superior, destacou-se em olimpíadas acadêmicas: conquistou ouro em astronomia e bronze na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina. Ainda adolescente, estudou balé no Bolshoi brasileiro e chegou a se apresentar por quatro meses na Áustria, no clássico O Lago dos Cisnes.