A defesa da enfermeira supervisora da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão, afirmou em nota encaminhada ao GP1 que a profissional “não possui qualquer participação” na tentativa de sequestro de um recém-nascido registrada na unidade hospitalar na última segunda-feira (6).
Segundo a defesa, Ingrid estava no exercício regular das funções no momento da ocorrência e teria colaborado com os protocolos internos de segurança adotados pela maternidade para conter a situação. “Apesar disso, sua imagem foi divulgada em reportagens sobre o caso de forma capaz de induzir o público à equivocada compreensão de que teria participado da prática criminosa, o que não corresponde à realidade”, declarou a defesa.
A manifestação ocorre após a direção da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa informar, nesta terça-feira (7), que uma funcionária da unidade foi afastada das funções após a tentativa de sequestro de uma recém-nascida. No entanto, a identidade da servidora não foi divulgada. Segundo a defesa, Ingrid permanece no exercício de suas funções e não foi afastada. Os advogados afirmam ainda que ela foi vítima de calúnia e difamação.
De acordo com o relato de Daniela Marcos, tia do bebê, a funcionária teria afirmado que conhecia a mulher suspeita de tentar retirar a criança da maternidade, o que levantou questionamentos sobre uma possível ligação com o caso.
A defesa, no entanto, afirma que a enfermeira foi associada ao episódio após acusações feitas por terceiros e que ela compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. “Os fatos estão sendo regularmente apurados pelas autoridades competentes, e a própria Sra. Ingrid compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar todos os esclarecimentos solicitados, reafirmando sua total colaboração com as investigações”, diz trecho da nota.
Entenda o caso
A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, localizada na zona leste de Teresina, registrou nessa segunda-feira (6) uma tentativa de sequestro de um recém-nascido da unidade hospitalar. A ocorrência foi confirmada pela própria direção da maternidade, que informou ter registrado um Boletim de Ocorrência.
Segundo a unidade de saúde, uma funcionária foi afastada das funções após o episódio. De acordo com Daniela Marcos, tia do bebê, a profissional teria informado que conhecia a mulher suspeita de tentar retirar a criança da maternidade, o que levantou questionamentos sobre uma possível ligação com o caso. A ocorrência está sendo investigada pela Polícia Civil do Piauí.
A direção da maternidade informou que está colaborando com as investigações da Polícia Civil do Piauí e disponibilizou informações solicitadas pelas autoridades, incluindo imagens do circuito interno de monitoramento. A unidade também afirmou que a família e a recém-nascida receberam assistência após o ocorrido.
Confira a nota da defesa na íntegra
A defesa da Sra. Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão, enfermeira supervisora da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, vem a público esclarecer que a profissional não possui qualquer participação na tentativa de retirada irregular de um recém-nascido ocorrida na unidade hospitalar no dia 06 de julho de 2026.
No momento da ocorrência, Ingrid encontrava-se no exercício regular de suas funções, atuando como profissional de enfermagem da unidade e colaborando com a adoção dos protocolos internos de segurança e com as providências destinadas à contenção da situação.
Apesar disso, sua imagem foi divulgada em reportagens sobre o caso de forma capaz de induzir o público à equivocada compreensão de que teria participado da prática criminosa, o que não corresponde à realidade.
Os fatos estão sendo regularmente apurados pelas autoridades competentes, e a própria Sra. Ingrid compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar todos os esclarecimentos solicitados, reafirmando sua total colaboração com as investigações. Conforme boletim de ocorrência por ela registrado, sua imagem passou a ser indevidamente associada ao crime após acusações formuladas por terceiros e posteriormente reproduzidas pelos veículos de comunicação.
A defesa confia que a apuração oficial esclarecerá integralmente os acontecimentos e demonstrará a ausência de qualquer envolvimento da profissional na prática investigada.
Diante disso, solicita-se que a presente nota seja divulgada com o mesmo destaque conferido à reportagem anteriormente publicada, em respeito ao dever de informação, ao direito de resposta e aos direitos da personalidade da Sra. Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão.
Tamires Silva Rodrigues Advogada – OAB/PI nº 17.114
Izabella Furtado
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