O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar por mais 60 dias o inquérito que investiga o jornalista Allan dos Santos por suposta disseminação de fake news. A medida atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou mais tempo para concluir diligências pendentes.

O inquérito foi aberto após uma representação criminal da jornalista Juliana Dal Piva, que acusa Allan de usar táticas de milícia digital para atacar a Polícia Federal e tentar desacreditar investigações do Supremo.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Allan dos Santos

Na decisão assinada na segunda-feira (16) e divulgada nesta terça (18), Moraes justificou a prorrogação com a necessidade de aprofundamento das investigações. “Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização das diligências pendentes, prorrogo por mais 60 dias a presente investigação”, escreveu.

Juliana Dal Piva afirma que Allan teria divulgado trechos de supostas conversas nas quais ela revelaria um suposto plano do ministro Moraes para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No curso da investigação, a PF também solicitou à Meta — empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp — dados cadastrais, como endereços de IP, além do conteúdo de postagens de dois perfis identificados como “AllanConta46” e “AllanConta47”. Esse pedido já havia sido autorizado por Moraes em abril deste ano.

Allan dos Santos também é investigado em outros dois inquéritos no STF: o das fake news e o das milícias digitais, que apuram a atuação de redes organizadas na disseminação de desinformação e ataques a instituições democráticas.

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O jornalista é considerado foragido da Justiça brasileira desde 2021 e atualmente vive nos Estados Unidos.