A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (10) a medida provisória que reajusta em 9% o salário-base (soldo) de militares das Forças Armadas. O texto agora segue para análise no Senado Federal.

O aumento previsto na proposta do Poder Executivo é dividido em duas parcelas de 4,5%, uma com efeito retroativo a partir de abril deste ano e outra em janeiro de 2026. Relator da matéria, o deputado federal General Pazuello (PL-RJ) recomendou a aprovação do texto, mas criticou o percentual do aumento. Segundo ele, o reajuste está longe do ideal.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Militares do Exército

No topo da tabela está o soldo pago ao almirante de esquadra, general de exército e ao tenente-brigadeiro do ar, cujo valor passará de R$ 13.471 para R$ 14.711 após a aplicação daquelas duas parcelas.

O salário mais baixo subirá de R$ 1.078 para R$ 1.177 em janeiro. Esse montante se aplica marinheiro-recruta, recruta, soldado, soldado-recruta, soldado de segunda classe (não engajado) e soldado-clarim ou corneteiro de terceira classe.

Impacto nos cofres públicos

Segundo o Governo Federal, o reajuste vai custar R$ 3 bilhões aos cofres públicos neste ano. Em 2026, o impacto será de R$ 5,3 bilhões.

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