Bernardo Van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso , decidiu não retornar aos Estados Unidos após a suspensão de vistos de ministros da Corte brasileira, determinada pelo governo de Donald Trump .

Bernardo, que é diretor do banco BTG Pactual em Miami, tomou a decisão como medida de precaução, temendo que a entrada no país fosse negada, visto que a revogação de vistos, anunciada em 18 de julho, afetou o ministro Alexandre de Moraes , seus familiares e aliados. Embora a lista de “aliados” afetados não tenha sido divulgada oficialmente, fontes indicam que a medida teria atingido outros ministros do STF, como Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Gilmar Mendes, além de Flávio Dino e Cristiano Zanin.

A sanção se insere no contexto das tensões diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos, A medida também se deu em meio à crítica americana à atuação do STF, especialmente as decisões de Moraes em casos envolvendo a liberdade de expressão e a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro .

O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, teria aconselhado seu filho a não retornar aos EUA após férias na Europa, considerando as incertezas em relação à extensão das sanções, pois até o momento, o governo de Trump não confirmou oficialmente quem mais foi atingido pelas restrições e sem essa confirmação, Bernardo deve retornar ao Brasil, onde poderá reavaliar sua situação em relação à viagem aos Estados Unidos.

A decisão de Trump de sancionar membros do STF e figuras próximas a Moraes foi parte de uma série de ações que visam pressionar a Corte brasileira, que tem sido alvo de críticas por parte de setores ligados ao ex-presidente Bolsonaro. Parlamentares de oposição, como o deputado Eduardo Bolsonaro , também pressionam pela aprovação do “pacote da paz” no Congresso, que propõe a anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, além do impeachment de Moraes e o fim do foro privilegiado.

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