Voltou a ganhar força a especulação sobre eventual antecipação de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso , presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), que poderia deixar a Corte após concluir seu mandato na presidência. Com isso, o presidente Lula (PT) garantiria mais uma indicação de ministro nesse mandato.
Nos bastidores, Barroso tem sinalizado que pode deixar o STF aos 67 anos, oito anos antes de atingir a idade para aposentadoria compulsória, de 75 anos.
As motivações do ministro não estão claras, embora a imprensa aponte sua indisposição para atuar na Segunda Turma com nomes com os quais não tem tanta afinidade: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça – Edson Fachin deixará o colegiado para assumir a presidência.
Além disso, segundo fontes do STF, Barroso estaria temendo a revogação de seu visto para os Estados Unidos, uma vez que possui imóvel em Miami e costuma participar de eventos acadêmicos naquele país.
Essa possibilidade já tem gerado movimentação no Palácio do Planalto, onde começam a ser mapeados os possíveis nomes para suceder Barroso.
Sucessão
No radar do presidente Lula (PT), um nome chama atenção: o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, que, até o momento, é apontado como provável candidato ao Governo de Minas Gerais, com a bênção do petista. Nos últimos tempos, Pacheco tem alinhado ainda mais seu discurso com o governo.
Outro nome forte é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, pessoa de confiança de Lula.