O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou nesta sexta-feira (29) um pedido formal à Mesa Diretora da Câmara solicitando a suspensão do pagamento de salário e do uso da cota parlamentar do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra fora do Brasil desde março deste ano. O petista também pediu a rejeição do requerimento do deputado do PL, que solicitou a possibilidade de exercer seu mandato remotamente.

No documento, Lindbergh argumenta que é incompatível para um parlamentar permanecer ausente do país por um período prolongado e continuar a receber recursos públicos. Segundo o deputado, não há previsão constitucional ou regimental que permita a um parlamentar cumprir seu mandato à distância, pois o princípio da territorialidade exige a presença física do representante no território nacional.

O deputado destacou ainda que a ausência prolongada de Eduardo Bolsonaro não pode ser classificada como uma ausência temporária, configurando-se, na visão do petista, como uma conduta irregular.

Lindbergh também fez duras críticas ao filho de Bolsonaro, devido suas declarações de que seria "o parlamentar brasileiro mais respeitado no exterior", argumentando que suas ações não beneficiam o Brasil, mas visam pressionar autoridades brasileiras e articular sanções internacionais. "Mandato não é escudo para fugitivo nem plataforma para traição à Pátria", disse o líder do PT.