O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou, neste domingo (4), com uma ação cível por danos morais contra o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). O processo tramita na 2ª Vara Cível de Brasília e solicita indenização de R$ 30 mil em razão de um vídeo no qual o parlamentar associa o partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao narcotráfico na Venezuela .

Na petição inicial, o PT sustenta que se trata de uma acusação recorrente e já refutada em diversas ocasiões, inclusive por decisões judiciais. Segundo o partido, já houve determinações para a retirada de conteúdos que vinculavam a sigla a atividades criminosas ou ao tráfico internacional de drogas.

Foto: Reprodução/Instagram
Paulo Bilynskyj

Até o momento, Bilynskyj ainda não foi oficialmente citado no processo e, por isso, não constituiu defesa. O texto da ação também menciona declarações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), usadas pela esquerda para acusá-lo de atentados contra a democracia, sob a alegação de que ele teria defendido uma eventual intervenção do governo dos Estados Unidos no Brasil para prender Lula, nos moldes da operação contra Nicolás Maduro .

A detenção de Maduro intensificou a disputa de versões políticas. Setores da direita destacam o caráter autoritário do regime venezuelano e classificam a ação como libertação do povo sob a ditadura chavista. Já a esquerda acusa o presidente norte-americano, Donald Trump, de desrespeitar a soberania da Venezuela e de agir com o objetivo de se apropriar das reservas de petróleo do país sul-americano. O líder venezuelano participa de audiência inicial nesta segunda-feira (5).

Para o PT, o conteúdo divulgado por Bilynskyj é “absolutamente inaceitável” e se utiliza do tema como instrumento para difundir informações falsas e ofensivas. Na avaliação do partido, a intenção seria atingir a honra objetiva da sigla perante a opinião pública.

No âmbito internacional, o governo brasileiro se prepara para se manifestar no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a operação militar dos Estados Unidos. Apesar disso, a atuação deve se limitar ao discurso, já que os norte-americanos, como membros permanentes do órgão, possuem poder de veto, o que inviabilizaria qualquer resolução contrária à ação.

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