Michel Temer , ex-presidente do Brasil e um dos alvos da apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói no desfile do último domingo (15) em homenagem ao presidente Lula (PT), se pronunciou sobre sua representação na ala da comissão de frente da escola.

Temer ressaltou em nota que a “sátira política é parte da tradição do Carnaval”. Porém alertou que há problemas quando o desfile adota o “ilusionismo na Esplanada”, negando “conquistas como a reforma trabalhista”.

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Michel Temer

“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, os juros altos e o endividamento público crescente e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, disse Temer.

Na apresentação do enredo, um ator que representava Michel apareceu retirando a faixa presidencial da ex-presidenta Dilma Rousseff . Na sequência, entregou a faixa para um palhaço, que representava o ex-chefe do Planalto Jair Bolsonaro .

Veja a nota na íntegra

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

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O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.

Olha o Brasil aí… gente!”