A operação deflagrada nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) mirou uma organização criminosa acusada de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro em Teresina. No centro das investigações está o CEO da DF Group, Douglas Fonseca, apontado como chefe do esquema.
Ele se apresentava como trader, e esbanjava uma vida glamourosa nas redes sociais, com viagens internacionais, carros e imóveis de luxo, misturados também a mensagens motivacionais. Segundo as investigações, essa seria uma tática usada pelo dono da DF Group para atrair investidores. Entre as promessas de sucesso estavam lucros de 10% ao mês.
Com 360 mil seguidores no Instagram, a ostentação de Douglas Fonseca nas plataformas digitais chamou atenção das autoridades, segundo divulgado pelo delegado Roni Silveira. “Eram viagens, ostentação de veículos de alto padrão. E isso era também uma forma de atrair aqueles que acreditavam estar de fato investindo numa empresa séria, numa empresa que atuava no mercado de capitais”, revelou o coordenador da FEISP.
Em coletiva de imprensa, a autoridade policial confirmou que as postagens nas redes sociais eram fabricadas, e alguns dos bens que o trader apresentava como frutos do trabalho no mercado financeiro não eram dele.
“Eram posts com aviões que ele claramente não tinha, porque ele ia lá no aeroporto para tirar fotos e enganar as pessoas. O sistema interno em que ele dizia que operava era falso também, porque ele não tinha autorização do Sistema Financeiro Nacional, Bacen, nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado de capitais. Então, todos aqueles ganhos que ele mostrava eram feitos e produzidos a partir de um sistema totalmente controlado e manipulado por ele”, comunicou o delegado Roni Silveira.
Na ação policial realizada nesta sexta-feira, Douglas Fonseca e outras nove pessoas foram presas, acusadas de participarem de um esquema de fraudes financeiras, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Também foram apreendidos carros, relógios de luxo, documentos e uma arma de fogo em endereço ligado ao chefe do grupo. O escritório da DF Group, situado no Eurobusiness, zona leste de Teresina, foi interditado.
Carolina Matta
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