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Teresina - Piauí

Processo de vítima que perdeu R$ 310 mil desencadeou operação da Polícia Civil contra o DF Group em Teresina

O processo foi ajuizado em 01 de julho por uma das vítimas do esquema financeiro fraudulento.

O CEO do DF Group, Douglas Fonseca, é alvo de ação judicial que tramita no Juízo Auxiliar da Comarca de Teresina, em que é acusado de apropriação indébita, estelionato e crimes contra o sistema financeiro. O processo foi ajuizado em 1º de julho por uma das vítimas do esquema financeiro fraudulento chefiado pelo trader, e que chegou a investir R$ 310 mil na plataforma operada pela empresa DF Araujo Eixo Capital. Esta é uma das denúncias que culminou na operação deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) nesta sexta-feira (10), e que mirou os principais agentes envolvidos nas práticas ilícitas.

Segundo a representação judicial, a gravidade da situação resultou na formalização de uma investigação criminal com diversas vítimas, que também investiram valores vultuosos junto ao grupo sob a promessa de lucratividade mensal entre 0% e 10%. No entanto, a expectativa desse rendimento foi frustrada, e, em vez de lucro, os investidores receberam prejuízo. A SSP-PI divulgou que o DF Group acumula 100 boletins de ocorrência, em que os denunciantes relatam o mesmo modus operandi.

Foto: Luís Marcos/GP1Douglas Fonseca e outros presos sendo levados
Douglas Fonseca e outros presos sendo levados

Nos fatos apresentados na ação, é descrito que o contrato firmado em abril de 2025 entre a empresa e o investidor tinha como objeto a aplicação e gestão de capital com o objetivo de obter rentabilidade. A vigência inicial estipulada do acordo é de onze meses.

Investimento de R$ 310 mil

Em 08 de abril de 2025, a vítima fez o primeiro aporte no valor de R$ 100 mil. O segundo foi feito em 25 de junho de 2025, no mesmo valor do anterior. O terceiro e último é datado em dezembro do mesmo ano, em R$ 110 mil. Juntas, as transações totalizam R$ 310 mil.

Meses depois, em 11 de março de 2026, foi iniciado o inadimplemento contratual por parte da DF Araujo Eixo Capital, que passou a reter os valores investidos sem qualquer comunicação ou justificativa à vítima. “A conduta da DF Araujo Eixo Capital não se limitou ao inadimplemento, mas estendeu-se à ausência total de comunicação. Em nenhum momento a empresa ou seu representante legal, Douglas Fonseca Araújo, procuraram o autor para justificar a retenção dos recursos ou para propor uma solução para o impasse”, diz trecho da petição.

Foto: Divulgação/SSP-PISede da DF Group foi interditada
Sede da DF Group foi interditada

Diante disso, a vítima enviou uma notificação extrajudicial em 22 de maio de 2026, na tentativa de buscar uma solução do impasse, mas não recebeu resposta da empresa e nem a devolução do montante investido. O mesmo modus operandi foi relatado por outros investidores que acreditaram nas promessas de rentabilidade feitos pela empresa gerida por Douglas Fonseca e não receberam os resultados previstos no contrato, nem o estorno dos valores.

Dilapidação do patrimônio

No caso do investidor que fez aporte de R$ 310 mil junto à DF Araujo Eixo Capital, ele pleiteia tutela de urgência para evitar a dilapidação do patrimônio. Na petição, a pessoa solicitou a rescisão imediata do contrato de gestão de investimentos e serviços de trading, e também pediu a condenação da empresa e do diretor a restituir o valor que lhe foi confiado. Com a aplicação dos juros legais e correção monetária, o montante a ser restituído totaliza R$ 395.567,84 (trezentos e noventa e cinco mil, quinhentos e sessenta e sete reais e oitenta e quatro centavos).

Operação

A Superintendência de Operações Integradas, da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) deflagrou operação contra uma organização criminosa investigada pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A ação terminou com a prisão do trader Douglas Fonseca, CEO do DF Group, e de outras nove pessoas.

Foto: Luís Marcos/GP1Materiais apreendidos na DF Group
Materiais apreendidos na DF Group

Durante a operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços ligados ao empresário, apontado como chefe da organização. Na ocasião, os policiais apreenderam carros e relógios de luxo, além de documentos e uma arma de fogo. O escritório do DF Group, situado no Eurobusiness, zona leste de Teresina, foi interditado pelas Forças de Segurança.

Prisões

Os presos durante a operação foram identificados como: Douglas Fonseca Araújo (CEO da DF Grou), Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva (gerente do DF Group), Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo.

Conforme a polícia, dois dos investigados não foram encontrados e são considerados foragidos. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema.

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