Na última quarta-feira (4), foi confirmada a 12ª morte em decorrência de intoxicação por metanol em São Paulo. A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde do Estado. Nesse último caso, a vítima tinha apenas 26 anos e morava em Mauá. O jovem chegou a ficar internado durante dez dias no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini.
A Polícia Civil informou que a vítima sentiu dores e náuseas antes de ser atendida na UPA Barão de Mauá e transferida para um hospital, onde não resistiu. O caso entra para as estatísticas de óbitos registrados em diferentes cidades da região metropolitana, incluindo São Paulo, Osasco, São Bernardo do Campo, Jundiaí e Sorocaba.
Ainda de acordo com a Secretaria, quatro mortes estão sob investigação em Guariba, São José dos Campos e Cajamar. Elas envolvem supostas vítimas com idades entre 29 e 39 anos. Já são 52 casos confirmados de intoxicação por metanol, enquanto 570 notificações foram descartadas.
As intoxicações pelo produto começaram em outubro de 2025. Em dezembro, foi confirmada a morte de um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo. Ele ficou quase um mês internado no Hospital de Urgência local antes de falecer. A delegada Isa Lea Abramavicus, da Polícia Civil de São Paulo, afirmou que “as bebidas adulteradas com metanol custavam o mesmo preço de garrafas originais”.
Um comprovante do estabelecimento conhecido como Torre Bar, na Mooca, mostra a venda de vodca Smirnoff adulterada por valores entre R$ 35 e R$ 39, faixa próxima ao preço de mercado das garrafas legítimas, que podem custar de R$ 28 a R$ 35.