A esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes , Viviane Barci de Moraes , negou ter recebido mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro escritas no bloco de notas do celular do empresário. A informação foi confirmada pela assessoria de Viviane à CNN. Segundo a assessoria, Viviane afirmou que “não recebeu as referidas mensagens”.

O caso ganhou repercussão após a revelação de uma suposta troca de mensagens de visualização única entre Vorcaro e o ministro do STF no dia em que o banqueiro foi preso. As mensagens teriam sido extraídas do celular do dono do banco Master após análise técnica da Polícia Federal.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Luiz Silveira/STF
Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes

Em nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira (6), Moraes afirmou que não recebeu as mensagens citadas. Segundo o ministro, nos arquivos extraídos do celular de Vorcaro e enviados à CPMI do INSS, os prints aparecem vinculados a pastas de outros contatos da lista do banqueiro.

“Os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, informou o magistrado por meio da Secretaria de Comunicação do STF.

Moraes também afirmou que a mensagem e o contato aparecem na mesma pasta do computador utilizado para fazer os prints, pertencente ao próprio Vorcaro, o que, segundo ele, indicaria que os registros não estariam relacionados ao ministro.

No entanto, na organização dos arquivos, o contato de Viviane Barci de Moraes – registrado como “Vivi Moraes” – aparece na mesma pasta de um print do bloco de notas em que Vorcaro escreveu, no dia em que foi preso: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear”.

Sem anúncio no momento

Especialistas ouvidos pela CNN afirmam, contudo, que a forma como os arquivos são organizados após a extração de dados de um celular não permite identificar automaticamente o destinatário de uma mensagem. Segundo peritos, os softwares usados em perícias digitais reorganizam os arquivos com base em critérios técnicos para preservar a integridade das evidências, procedimento conhecido como cadeia de custódia.