O ditador do regime comunista de Cuba , Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (09) que não pretende deixar o cargo, mesmo diante do aumento da pressão dos Estados Unidos por mudanças políticas na ilha. A declaração ocorreu durante entrevista à emissora americana NBC. “Renunciar não faz parte do nosso vocabulário”, disse o ditador cubano ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar o posto para “salvar” o país. Essa foi a primeira vez que Díaz-Canel concedeu entrevista a uma rede de televisão dos Estados Unidos.

Durante a conversa, o líder cubano também reforçou que o regime não admite qualquer interferência externa em sua condução política. “Em Cuba, quem ocupa cargos de liderança não é escolhido pelo governo dos Estados Unidos nem recebe mandato desse governo”, declarou. Ele acrescentou que o país é um “Estado livre e soberano”, com “autodeterminação e independência”, e que não se submete às decisões de Washington.

Foto: Reprodução/X/@DiazCanelB
Miguel Díaz-Canel, ditador de Cuba

A fala de Díaz-Canel ocorre em meio à intensificação da pressão política e econômica exercida pelos Estados Unidos contra Havana. O governo do presidente Donald Trump bloqueou recentemente o envio de petróleo da Venezuela para Cuba, o que agravou ainda mais a crise energética enfrentada pela ilha.

Além disso, Trump classificou Cuba como uma “nação falida” e chegou a afirmar, em discurso realizado em Miami no fim de março, que o país poderia ser um dos próximos alvos da política externa americana.

Na mesma linha, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou no mês passado que o sistema econômico cubano está “falido” e sugeriu a possibilidade de uma mudança de governo.

Diante desse cenário, Cuba tem buscado apoio internacional. Também nesta quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, esteve em Havana e anunciou um novo envio de petróleo russo ao país, numa tentativa de amenizar os impactos das sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos. Outros navios petroleiros russos chegaram recentemente à ilha, sob aparente tolerância americana.

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