O Governo Federal autorizou a nomeação de mil candidatos aprovados no último concurso público para reforçar o efetivo da Polícia Federal , além das vagas imediatas já previstas. A medida foi oficializada em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (23). Os convocados serão distribuídos da seguinte forma: 705 agentes, 176 escrivães, 61 delegados, 38 peritos criminais e 20 papiloscopistas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais na quarta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a expectativa é que, até o fim deste ano, todos os cargos da corporação estejam preenchidos pela primeira vez. “A segurança das famílias brasileiras e o combate ao crime não podem esperar. E porque a nossa PF merece estar cada dia mais forte, mais presente e mais atuante”, escreveu o chefe do Executivo nas redes sociais.
O decreto também foi assinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva , e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues . Em dezembro do ano passado, outros mil policiais já haviam sido incorporados à instituição. O curso de formação começou em janeiro, na Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília, com duração aproximada de três meses e previsão de término em 8 de maio.
A contratação acontece em meio a um momento de aproximação entre o presidente e a corporação. Lula chegou a elogiar Andrei Rodrigues após a retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos em atuação no Brasil.
A decisão foi uma resposta à expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano, acusado de “contornar pedidos de extradição” após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.