A União Europeia decidiu não incluir o Brasil na lista de países autorizados a exportar carnes e animais vivos ao bloco europeu. A medida foi divulgada nesta terça-feira (12) e passará a valer a partir do dia 3 de setembro, ameaçando um mercado que movimentou cerca de US$ 1,8 bilhão para o país em 2025.
Segundo a Comissão Europeia, a decisão ocorreu devido ao descumprimento de padrões sanitários exigidos pela UE, especialmente em relação ao uso de antimicrobianos durante o ciclo de vida dos animais. Com isso, o Brasil deixará de exportar produtos como bovinos, aves, ovos, mel, equinos e itens da aquicultura. Apesar da decisão, o governo brasileiro informou que as exportações seguem normalmente até a entrada em vigor da medida.
Em nota oficial, o Governo Lula afirmou ter recebido a decisão “com surpresa” e declarou que adotará medidas para tentar reverter o bloqueio. O chefe da delegação brasileira junto à UE deve se reunir com autoridades sanitárias europeias nesta quarta-feira (13) para discutir o caso.
A decisão ocorre pouco tempo após a entrada provisória em vigor do acordo comercial entre UE e Mercosul, que havia sido tratado como avanço diplomático pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.