A Receita Federal informou que mais de 1,4 milhão de contribuintes tiveram a declaração retida na malha fina do Imposto de Renda 2026. Até a manhã dessa segunda-feira (18), o órgão havia recebido 25,3 milhões de declarações, sendo que 5,56% delas ficaram em análise. Apesar do número elevado, o percentual de retenções vem diminuindo desde o começo do prazo de entrega. No primeiro balanço divulgado pela Receita, em 29 de março, o índice era de 10,78%.
De acordo com o Fisco, os principais entraves identificados neste ano envolvem diferenças entre os dados enviados pelas empresas e as informações inseridas automaticamente na declaração pré-preenchida. O prazo para envio da declaração termina em 29 de maio. Quem perder a data estará sujeito a multa mínima de R$ 167,50, podendo chegar a até 20% do imposto devido.
A Receita também relaciona parte do aumento das retenções ao encerramento da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf). Com a mudança, o eSocial e a EFD-Reinf passaram a substituir o sistema, fornecendo dados mensais mais detalhados sobre salários, pagamentos e retenções de tributos.
Segundo o superintendente nacional do Imposto de Renda, José Carlos Fonseca, trabalhadores assalariados concentram grande parte das inconsistências registradas neste ano. Entre os erros mais frequentes estão divergências relacionadas a salários, férias, 13º salário, rendimentos isentos, lucros e dividendos, além de informações duplicadas em despesas médicas e planos de saúde.
A Receita orienta os contribuintes a revisarem os dados com informes de rendimento, holerites e comprovantes médicos antes do envio da declaração. O órgão ainda recomenda acompanhar o processamento por meio do portal Gov.br ou pelo aplicativo oficial da Receita Federal para corrigir possíveis pendências e evitar permanecer na malha fina. O primeiro lote de restituição será pago em 29 de maio. Já a consulta aos valores ficará disponível a partir desta sexta-feira (22).