A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola , apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital ( PCC ), negou qualquer ligação com a influenciadora Deolane Bezerra e outros investigados na Operação Vérnix.
As declarações foram divulgadas em nota assinada pelo advogado Bruno Ferullo, após visita ao detento na Penitenciária Federal de Brasília, na última segunda-feira (25).
Segundo a defesa, Marcola tomou conhecimento da investigação durante o encontro com o advogado, já que cumpre pena em regime de segurança máxima federal e não possui acesso a noticiários. “O preso não tem acesso ao noticiário e cumpre horário regrado de banho de sol”, informou a defesa.
Na nota, o advogado afirma que o cliente reagiu com “surpresa e indignação” ao ser informado sobre o inquérito policial que motivou a decretação de sua prisão preventiva no caso.
De acordo com o comunicado, Marcola declarou desconhecer Deolane Bezerra e Everton, também citados na investigação. “Seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, afirmou a defesa.
O comunicado também nega qualquer participação do líder da facção nos fatos investigados, além de rebater a suposta ligação dele com uma transportadora mencionada pela investigação. “Negou qualquer participação nos fatos investigados, bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação”, diz trecho da nota.
A defesa ainda afirmou que Marcola está preso desde 1999 e custodiado em penitenciária federal de segurança máxima desde 2019, “em regime de total incomunicabilidade”.
Ao final, os advogados reforçaram que a inocência do cliente “será comprovada no curso das investigações”.
Confira a nota completa abaixo:
OPERAÇÃO VÉRNIX
Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, vem a público informar que, em atendimento realizado com seu constituinte no dia 25 de maio na Penitenciária Federal em Brasília, este tomou ciência dos fatos relacionados ao inquérito policial/investigação que motivou a decretação de sua prisão preventiva.
Diante das informações apresentadas, Marco manifestou surpresa e indignação, declarando desconhecer os investigados Deolane e Everton, afirmando que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro.
Ademais, negou qualquer participação nos fatos investigados, bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação, relatando que tampouco possui o vulgo “narigudo” que lhe é atribuído pela autoridade policial.
Por fim, ressaltou que se encontra preso desde 1999 e custodiado em penitenciária de segurança máxima federal desde 2019, em regime de total incomunicabilidade.
A Defesa reitera que a inocência de seu constituinte será comprovada no curso das investigações.