Funcionários da Rádio e TV Justiça entraram em greve nesta segunda-feira (15) para cobrar pagamentos atrasados da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), empresa terceirizada responsável pela gestão dos veículos ligados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os trabalhadores reivindicam salários atrasados, tíquete-alimentação, dez meses de depósitos pendentes do FGTS e outras verbas trabalhistas, incluindo rescisões não pagas. Segundo o sindicato da categoria, a paralisação pode afetar a cobertura jornalística, transmissões de julgamentos e outros serviços de informação pública prestados pelos profissionais de comunicação.
O STF afirmou que está em dia com os pagamentos previstos em contrato e atribuiu a responsabilidade pelas obrigações trabalhistas à Fundac, informando que adota medidas para tentar regularizar a situação. A fundação não comentou o caso.
A crise acontece perto do fim do contrato da Fundac com o STF, previsto para 31 de julho, após a empresa ter sido desclassificada em uma licitação para renovação dos serviços.
A paralisação pode comprometer a transmissão do julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), marcado para terça-feira, 16 de junho, na Primeira Turma do STF, onde ele responde a uma acusação de coação no curso do processo.