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STF paga R$ 39 mil a segurança em viagem de Toffoli à final da Champions

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, pronunciou-se sobre os gatos com segurança para ministros.

O Supremo Tribunal Federal (STF) pagou R$ 39 mil a um segurança que acompanhou o ministro Dias Toffoli durante viagem à Inglaterra entre os dias 25 de maio e 03 de junho. A excursão incluiu a ida do ministro à final da Champions League entre Real Madrid e Borussia Dortmund, no estádio Wembley, em Londres, nesse sábado (1º).

Entre junho de 2023 e maio de 2024, os ministros do Supremo marcaram presença em ao menos 22 agendas no exterior, um número que corresponde a uma média de dois eventos internacionais a cada mês.

Foto: Reprodução/XMinistro Dias Toffoli na final da Champions League
Ministro Dias Toffoli na final da Champions League

Os ministros arcam com as despesas de passagem e de hospedagem, mas o valor pago com segurança pessoal é oriundo do poder público. Uma parcela do montante é estornada aos cofres públicos quando a viagem é cancelada ou nos casos em que um magistrado retorna ao Brasil antes do prazo previsto.


Presidente do STF se pronunciou sobre gasto com segurança

Devido à repercussão do gasto de Dias Toffoli com segurança para ida à final da Champions League, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, emitiu nota oficial em que argumenta a necessidade de escolta, por conta da “agressividade e da hostilidade” observada “nos últimos anos” contra ministros da Suprema Corte.

Confira abaixo a nota na íntegra

Até pouco tempo atrás, os ministros do Supremo Tribunal Federal circulavam em agendas pessoais e até institucionais inteiramente sós. Infelizmente, nos últimos anos, fomentou-se um tipo de agressividade e de hostilidade que passaram a exigir o reforço da segurança em todas as situações. As autoridades públicas de todos os poderes circulam com esse tipo de proteção seja em eventos privados, seja em eventos públicos. Porque, evidentemente, a agressão ou o atentado contra uma autoridade, em agenda particular ou não, é gravosa para a institucionalidade do país.

Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça

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