Foi deflagrada nesta terça-feira (14), pela Polícia Federal (PF), a quarta fase da Operação Mente Sã, que tem o objetivo de combater o tráfico e uso de drogas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Conforme levantamento da corporação, dois estudantes são suspeitos de organizar os pedidos e repassar os entorpecentes na instituição.
No decorrer da investigação, um celular foi apreendido, e no aparelho foi encontrado um grupo com mais de 200 participantes. Nas conversas, a PF afirmou que as mensagens mostraram que houve uma “solicitação coletiva e a comercialização de entorpecentes entre estudantes”.
A Casa do Estudante da UFSM é o foco da operação, e, segundo a universidade, é uma “das ações da Política de Assistência Estudantil”, pois o local abriga e apoia “a permanência de estudantes de baixa renda regularmente matriculados nos cursos presenciais da instituição, não residentes no município”. No total, são seis casas espalhadas pelo campus da instituição.
Grupo pró-maconha acusa PF de refletir “racismo estrutural”
Mesmo com a descoberta do grupo de Whatsapp, a PF suspeita que os estudantes criaram outros. Na terceira fase da Operação Mente Sã uma porção de maconha foi apreendida, e p movimento Marcha da Maconha de Santa Maria passou a acusar a corporação de “refletir racismo estrutural”.
Em nota nas redes sociais, o grupo afirmou que a “apreensão de sementes e plantas de Cannabis mostra mais uma vez o fracasso da política de guerra às drogas no Brasil”, e que o país “insiste em criminalizar usuários ao invés de promover políticas de redução de danos e respeito aos direitos humanos”.
Na publicação, o movimenta acusa os policiais de “abusos cometidos durante a operação, que expôs os estudantes a situações humilhantes”, e que a ação de combate às drogas “reflete o racismo estrutural e a seletividade do sistema de justiça, que continua criminalizando a juventude pobre enquanto ignora questões sociais reais”.
Carolina Matta
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