Fechar
GP1

Brasil

Polícia Federal mira prefeito da Bahia em nova fase da Operação Overclean

Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e peculato.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (16), a sétima fase da Operação Overclean, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações, desviar recursos públicos e lavar dinheiro. Conforme informações da colunista Mirelle Pinheiro, entre os alvos da nova etapa está um prefeito de um município do interior da Bahia.

Ao todo, os agentes cumprem seis mandados de busca e apreensão, uma medida cautelar de afastamento de agente público do cargo e ordens de sequestro de valores nas cidades de Salvador (BA), Riacho de Santana (BA), Wenceslau Guimarães (BA) e Arraial do Cabo (RJ). As medidas foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Deputado baiano já foi alvo na 6ª fase

Na última terça-feira (14), a PF havia deflagrado a sexta fase da Operclean, que teve como alvo o deputado federal Dal Barreto (União Brasil-BA). O parlamentar foi interceptado pela PF no Aeroporto Internacional de Salvador, em uma ação discreta que durou menos de 30 segundos. Após passar pelo raio-x, o deputado teve o celular apreendido e foi conduzido a uma sala reservada da PF no terminal. A ação passou despercebida pela maioria dos passageiros.

Além do deputado, também foram alvos da operação dois aliados políticos dele: Ubaldo Neto, que se apresenta como empresário e seria o operador financeiro do parlamentar; Danilton Oliveira, também empresário, apontado como laranja responsável por movimentar valores em nome do deputado.

Esquema milionário

Deflagrada em dezembro de 2024, a Operação Overclean investiga um esquema milionário de corrupção envolvendo recursos públicos destinados a municípios por meio de emendas parlamentares.

As apurações apontam para licitações direcionadas, contratos superfaturados e o uso de empresas de fachada para simular concorrência e dissimular a origem dos valores desviados. Segundo a PF, as fraudes eram sistemáticas e envolviam núcleos político, empresarial e contábil, responsáveis por liberar as verbas e operacionalizar a lavagem de dinheiro.

Desde a primeira fase, os investigadores identificaram planilhas com mais de 100 nomes e codinomes ligados ao esquema. Entre os investigados estão empresários e políticos baianos, incluindo José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, apontado como articulador político do grupo.

A operação é conduzida pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, sob supervisão do STF. Os materiais apreendidos nesta sétima fase serão periciados para rastrear o fluxo financeiro dos contratos e identificar novos beneficiários.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.