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Crise do metanol derruba faturamento dos bares de São Paulo

Com o medo de novas intoxicações, muitos consumidores têm evitado o consumo de destilados.

A crise provocada pela contaminação de bebidas alcoólicas falsificadas com metanol, que já causou pelo menos cinco mortes em São Paulo e vem se espalhando para outras regiões do país, tem impactado fortemente o setor de bares e restaurantes. Com o medo de novas intoxicações, muitos consumidores têm evitado o consumo de destilados e até reduzido a frequência em bares.

De acordo com a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), o movimento nos estabelecimentos caiu entre 20% e 30% nas últimas duas semanas, desde o início da crise. Já as vendas de bebidas como vodca, uísque, cachaça e gin despencaram cerca de 50%.

Nos locais especializados em destilados, onde essas bebidas representam a principal fonte de receita, o prejuízo pode ultrapassar a metade do faturamento. O levantamento da Fhoresp foi feito junto a 20 sindicatos ligados à federação, que ainda apura os impactos financeiros totais.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP) também constatou queda expressiva. Segundo a entidade, o segmento de bares foi o mais afetado, registrando redução de até 50% no faturamento já no primeiro fim de semana após a repercussão da crise do metanol.

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