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Fernando Haddad confirma análise de empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios

De acordo com o ministro, a análise deve ser concluída até a próxima sexta-feira (19).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira (16) que o Governo Federal já avalia a proposta apresentada pelos Correios para a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, como parte do plano de reestruturação da estatal. Segundo o ministro, a análise deve ser concluída até a próxima sexta-feira (19).

Inicialmente, a empresa pretendia captar R$ 20 bilhões, mas a proposta apresentada pelos bancos previa juros equivalentes a 136% do CDI, condição que não foi aceita pelo Tesouro Nacional. O órgão estabeleceu um limite de 120% do CDI para a operação. Ao comentar o andamento das negociações, Haddad afirmou que, se a taxa final ficar dentro do teto e o plano for aprovado pelo Tesouro, a operação poderá ser viabilizada. Ele destacou ainda que as tratativas já vêm sendo conduzidas há algumas semanas.

Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilFernando Haddad
Fernando Haddad

Os Correios acumulam prejuízo de cerca de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, com projeção de alcançar R$ 10 bilhões até o encerramento do ano. Diante desse cenário, a estatal apresentou um programa de ajuste que inclui, além do empréstimo, a implementação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV), com a meta de desligar aproximadamente 15 mil empregados até 2027.

Haddad também ressaltou que, neste momento, não está previsto um aporte direto de recursos da União para cobrir o rombo financeiro da empresa. Segundo ele, já houve conversas com um grupo formado por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e Itaú, que demonstraram interesse em participar do financiamento, desde que respeitadas as condições estabelecidas pelo Tesouro.

A garantia oferecida pelo Tesouro Nacional reduz o risco para as instituições financeiras, já que, em caso de inadimplência dos Correios, a Fazenda assume a responsabilidade pelo pagamento. Na renegociação, a estatal argumentou que a operação apresenta baixo risco justamente por contar com essa garantia.

Enquanto as negociações avançam, sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios decretaram greve por tempo indeterminado em sete estados. A categoria reivindica a manutenção do adicional de férias de 70%, pagamento em dobro aos fins de semana e a criação de um vale-refeição ou alimentação no valor de R$ 2,5 mil, dividido em duas parcelas, benefício apelidado de “vale-peru”.

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