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Governo Lula diz que não vai pagar translado do corpo de Juliana Marins ao Brasil

Apesar de não custear translado, TCU investiga uso do avião da FAB para transporte de Nadine Heredia.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou, nesta quarta-feira (25), que não irá custear o translado do corpo da jovem brasileira Juliana Marins, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia, após quatro dias de tentativas de resgate. Segundo o Itamaraty, essa despesa é de responsabilidade da família, conforme o §1º do artigo 257 do Decreto nº 9.199/2017, que veda o uso de recursos públicos para esse tipo de operação.

Em nota, o órgão reiterou que o papel das representações diplomáticas se limita a prestar apoio burocrático, como emissão de documentos e mediação de contatos com autoridades locais, não incluindo o pagamento de hospitalização, sepultamento ou traslado de restos mortais. “A assistência consular não compreende o custeio de despesas com sepultamento e traslado de corpos de nacionais que tenham falecido no exterior”, destaca o texto da legislação.

Foto: Reprodução e Paulo Pinto/Agência BrasilEnquanto FAB buscou ex-primeira-dama do Peru, governo negou o traslado de Juliana Marins
Enquanto FAB buscou ex-primeira-dama do Peru, governo negou o translado de Juliana Marins

A jovem, natural de Niterói (RJ), sofreu uma queda de cerca de 300 metros durante uma trilha na última sexta-feira (20). O falecimento foi confirmado pela família e pelo Itamaraty.

FAB fez o transporte de ex-primeira-dama do Peru, condenada por lavagem de dinheiro

Enquanto o governo brasileiro se nega a arcar com o translado de Juliana Marins, o Tribunal de Contas da União (TCU), abriu dois processos para investigar o uso de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte da ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, ao Brasil. Heredia, que foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro no país vizinho, recebeu asilo diplomático concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto: Presidência do PeruNadine Heredia
Nadine Heredia

O transporte da ex-primeira-dama e de seu filho ocorreu no dia 16 de abril de 2025, após ela buscar abrigo na Embaixada do Brasil em no Peru. A operação foi autorizada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com anuência direta do presidente Lula.

Os processos no TCU foram abertos a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), que alegam possível uso indevido de recursos públicos. Ambos querem apurar a legalidade, a necessidade e os custos da operação. O Tribunal informou que os processos ainda não foram apreciados e não há prazo para conclusão. Além disso, o ministro Mauro Vieira foi convocado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre o asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama peruana.

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