O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nessa terça-feira (22) que o governo não está discutindo, neste momento, a taxação de empresas norte-americanas de tecnologia como resposta à tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e que deve entrar em vigor em 1º de agosto.
Segundo Durigan, a prioridade atual do governo é reverter a taxação e não fazer retaliações. “A gente tem amadurecimento técnico em torno desse assunto. Mas isso não tem sido tratado, por enquanto, no âmbito do governo. Eu vi que há discussões, mas não temos tratado desse tema no contexto da questão com os Estados Unidos”, afirmou o secretário a jornalistas.
A declaração de Durigan contradiz a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defendeu, na semana passada, durante um evento da União Nacional dos Estudantes (UNE), a cobrança de impostos das big techs. “Ele [Trump] disse que não queria que as empresas fossem cobradas no Brasil. O mundo tem que saber que este país é soberano, porque o povo tem orgulho. E a gente vai cobrar imposto das empresas americanas digitais”, afirmou Lula.
Durigan tem participado das reuniões conduzidas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) com representantes dos setores produtivos brasileiros para encontrar uma forma de reverter o tarifaço e, ao mesmo tempo, proteger as empresas brasileiras que possam ser afetadas. “A gente tem olhado para a necessidade de socorrer [as empresas], o que será feito com o menor impacto fiscal possível, de forma pontual e voltada àqueles que forem atingidos. A gente tem feito conversas que ainda a serem validadas pelo presidente”, pontuou.
Maria Luísa Veloso
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