O Governo dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (25), uma nova operação militar na Síria que resultou na morte de um líder do Estado Islâmico (ISIS). A ofensiva, segundo informações divulgadas pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), foi realizada na região de Al Bab, na província de Aleppo.
O alvo da ação foi Dhiya’ Zawba Muslih al-Hardani, identificado como uma das principais lideranças remanescentes do grupo extremista no território sírio. Além dele, dois de seus filhos, que também integravam as fileiras do ISIS, morreram durante a operação.
Desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro do ano passado, os Estados Unidos têm intensificado os ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico, que ainda mantém atividades em algumas áreas do país, apesar da significativa perda de território e influência na região desde o final da década de 2010. Grande parte do grupo, inclusive, migrou suas operações para o continente africano, mas células ainda atuam em solo sírio.
A nova ofensiva dos EUA acontece em meio a uma nova onda de violência na Síria. O país, atualmente sob o comando do ex-jihadista Ahmed al-Sharaa, enfrenta confrontos étnicos entre membros da minoria drusa e tribos beduínas, especialmente na região de Sweida.
Diante da escalada da violência, o governo sírio enviou tropas para conter os ataques, mas relatos apontam que parte dessas forças se aliou aos beduínos contra os drusos, grupo historicamente aliado de Israel. A acusação levou o governo de Benjamin Netanyahu a autorizar bombardeios contra alvos sírios, em defesa da minoria drusa.
O conflito interno causou mais de 1,4 mil mortes no país até que um cessar-fogo temporário fosse estabelecido. A operação norte-americana contra o ISIS é vista como parte de um esforço para evitar que a instabilidade regional favoreça o ressurgimento de grupos jihadistas.
Izabella Furtado
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