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Reportagem do UOL cita Ciro Nogueira em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC

Mauro Caputti também disse que o presidente nacional do União Brasil é dono de quatro jatos executivos.

O piloto de avião Mauro Caputti Mattosinho revelou ter transportado, em um voo, uma sacola que aparentava conter dinheiro em espécie na mesma data em que Beto Louco – apontado como líder de um esquema criminoso envolvendo o PCC – mencionou que teria um encontro com o senador Ciro Nogueira (Progressistas).

Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, mais conhecido como Primo, são apontados como líder do esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, desvendado recentemente pela Polícia Federal.

Foto: Lucas Dias/GP1Ciro Nogueira
Ciro Nogueira

Segundo o piloto Mauro Mattosinho, o referido voo ocorreu em agosto do ano passado, quando Beto Louco viajou de São Paulo (SP) para Brasília. “Roberto e as pessoas que o acompanhavam corriqueiramente portavam uma sacola de papel. Aquela sacola de papel me foi apontada por pessoas da empresa como uma sacola que deveria ser especialmente cuidada. E esse tipo de comunicação se dava para que nós entendêssemos que ali continha dinheiro. Em ocasiões se fala em caixa de vinho, sacola de presente, esse tipo de termo. Isso passou a ser comum a partir de determinado momento. Passei a ficar muito indignado e muito desconfortável na posição que eu estava, quando isso se tornou comum”, declarou em entrevista ao ICL Notícias.

Ainda conforme Mauro Mattosinho, no momento do desembarque, Beto Louco mencionou que encontraria o senador Ciro. “Ouvi o Roberto Leme [Beto Louco] dizendo, na verdade perguntando, se estava tudo certo com o Ciro, se o Ciro já estava o aguardando. Na forma como ele se referiu, foi o senador Ciro. Ouvindo isso, entendi que se tratava do único senador de nome Ciro. Ele se referiu ao senador Ciro”, completou.

Antônio Rueda

Em depoimento à Polícia Federal, o piloto afirmou que o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, é dono de quatro jatos executivos operados pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP) onde trabalhava. De acordo com Mattosinho, Rueda era mencionado por seu chefe como o líder de um grupo que “tinha muito dinheiro que precisava gastar”. As aeronaves são avaliadas em dezenas de milhões de dólares.

Segundo o UOL, duas dessas aeronaves atribuídas a Antônio Rueda pertencem a fundos de investimentos, cujo controlador final não tem nome divulgado em documentos públicos.

Outro lado

Procurado pelo GP1, o senador Ciro Nogueira não se pronunciou sobre o caso.

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