José Fernando Honorato, ex-policial federal e preso vinculado aos atos do dia 8 de janeiro de 2023, morreu em 19 de novembro de 2025, aos 62 anos, vítima de câncer de pâncreas. Honorato enfrentou uma rotina marcada por prisão, restrições financeiras e medidas judiciais que atrasaram o acesso a recursos essenciais para seu tratamento.
Após ser preso preventivamente em janeiro de 2023 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, Honorato passou quase dez meses detido na Papuda, sem provas de crime, convivendo com depressão, perda de peso e a responsabilidade de cuidar de três filhas menores. Durante esse período, recebeu a confirmação do diagnóstico de câncer, que exigia quimioterapia e acompanhamento médico constante.
Seus bens foram bloqueados pelo STF para garantir possíveis indenizações ao Tribunal, limitando o acesso à aposentadoria de quase R$ 19 mil para apenas um salário mínimo. O bloqueio comprometia a cobertura de tratamentos, exames e medicações, mesmo com plano de saúde. Somente dois dias antes de sua morte, Honorato teve acesso liberado ao dinheiro, quando já se encontrava internado em estado grave, sem previsão de alta.
Apesar de ter sido alvo de investigação pelos atos de 8 de janeiro, Honorato não chegou a ser condenado nem depor no processo, que foi encerrado no STF após seu falecimento. Nos últimos meses de vida, o ex-policial lutou contra a doença com restrições judiciais que impactaram diretamente sua sobrevivência, mostrando o efeito humanitário das medidas de bloqueio de bens em casos sensíveis de saúde.
Rodrigo Mendes
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