O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou que jamais imaginou que poderia ser preso, afirmando que essa possibilidade não passou por sua cabeça “nem nos piores pesadelos”. A informação foi divulgada nessa sexta-feira (23) pela CNN Brasil e consta em depoimento prestado pelo banqueiro à Polícia Federal em dezembro do ano passado.
A declaração foi dada em resposta a um questionamento sobre se ele teria tido algum pressentimento de que poderia ser detido. Vorcaro acabou preso na noite de 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, quando tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte à prisão, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, sob a suspeita de que a instituição teria provocado uma fraude estimada em mais de R$ 40 milhões.
Em depoimento à Polícia Federal, o empresário reiterou que a viagem ao exterior não tinha caráter de fuga. Segundo ele, o deslocamento fazia parte de compromissos profissionais e tinha como objetivo principal negociar a possível venda do banco a investidores estrangeiros.
"A questão de fuga é, desculpe, uma questão completamente fora de contexto. Uma fuga de alguém que avisa a Polícia Federal, acho que na quinta-feira. Eu já tinha viajado uma semana antes para tratar com os mesmos investidores, amplamente divulgado. Já existia um planejamento do que aconteceu ali em Dubai que já era anterior, que era justamente o que estava se anunciando ali, em definitivo no dia 17, porque na semana anterior eu já tinha anunciado ao Banco Central que a gente faria na semana seguinte", disse Vorcaro.
O período em que Vorcaro permaneceu preso durou 12 dias. Ele deixou o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos em 29 de novembro, após decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em liberdade, o empresário segue submetido a medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Rodrigo Mendes
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