O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, é alvo de dez pedidos de impeachment no Senado Federal, sendo que quatro foram apresentados em 2026 e tratam do caso envolvendo o Banco Master. O mais recente foi divulgado pelo Partido Novo na última quinta-feira (12). O pedido ainda não consta no sistema de protocolo da Casa.
O líder do partido, o deputado Marcel Van Hattem, afirmou que, caso as autoridades não adotem medidas com base na legislação, a mobilização social poderá pressionar por providências. O senador Eduardo Girão também declarou que o Senado não pode permanecer em silêncio e destacou que a Casa tem responsabilidade institucional diante da situação.
Outras solicitações citam como fundamentos a sanção aplicada pelos Estados Unidos contra o ministro e outros integrantes da Corte, além de alegações de parcialidade em processos envolvendo a JBS, por conta da atuação profissional da ex-esposa. Também foi mencionada a decisão que anulou a delação do ex-governador Sergio Cabral, que citava o magistrado.
Há pedidos assinados por advogados, procuradores e pelo ex-deputado estadual Eric Lins Grilo. Em alguns casos, os autores incluíram outros integrantes do Judiciário, como o ministro Alexandre de Moraes, além de autoridades como Luis Felipe Salomão, o procurador-geral Paulo Gonet e o advogado-geral Jorge Messias.
Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal entregar um documento que aponta indícios de crimes. O processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça. Lideranças do Congresso e partidos do chamado centrão atuam para evitar o avanço do impeachment, enquanto a oposição organiza manifestações para o dia 1º de março em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.
Davi Fernandes
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