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CPMI do INSS aprova convocação e quebra de sigilos de ex-CEO do Banco Master

Augusto Ferreira Lima é investigado por suspeitas de irregularidades na liberação de empréstimos.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), uma série de requerimentos direcionados ao ex-CEO do extinto Banco Master, Augusto Ferreira Lima, atualmente apontado como controlador do também liquidado Banco Pleno. Ele é investigado por suspeitas de irregularidades na liberação de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas dentro do esquema bilionário de fraudes revelado pela Polícia Federal no ano passado.

Foram aprovados cinco pedidos de convocação de Lima, além da autorização para acesso a dados financeiros sigilosos referentes ao período entre 2015 e 2025. A comissão pretende apurar não apenas a atuação direta do empresário, mas também possíveis conexões com instituições financeiras e empresas envolvidas na oferta de crédito consignado a beneficiários do INSS.

Foto: Rovena Rosa/Agência BrasilBanco Master
Banco Master

A CPMI também determinou a quebra de sigilo da empresa CredCesta, que participou da oferta de carteiras de crédito destinadas a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Outros nomes ligados ao setor bancário entraram na mira da comissão, entre eles Marcio Alaor de Araujo, associado ao Banco BMG e ao PicPay, que foi convocado e teve sigilos autorizados para análise; Mario Roberto Opice Leão, CEO do Santander; Marcelo Kalim, ligado ao C6 Consignado; e Leila Pereira, presidente da Crefisa.

Além dos executivos do sistema financeiro, os parlamentares ampliaram a investigação para incluir possíveis operadores e intermediários do esquema. Entre eles estão Gustavo Marques Gaspar, que teria ligação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “careca do INSS” e apontado como operador da fraude — e Andre Luis Dantas Ferreira, alvo de diversos requerimentos de convocação e apontado como responsável pela articulação do esquema no estado de Sergipe.

A comissão ainda aprovou pedidos de informações ao INSS e à Dataprev, com foco no funcionamento dos sistemas de consignação e na dimensão dos prejuízos causados a aposentados e pensionistas. A Controladoria-Geral da União (CGU) também foi acionada para encaminhar auditorias e relatórios relacionados ao caso.

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