O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), saiu em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli nesta quinta-feira (26), ao comentar a atuação do magistrado quando esteve responsável pela relatoria do caso Banco Master. O parlamentar também criticou iniciativas no Congresso que buscam instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o assunto, afirmando que há tentativa de transformar o tema em disputa política.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Motta afirmou que as instituições responsáveis já conduzem as investigações necessárias e que o STF tem cumprido sua função. Segundo ele, tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público já atuam na apuração de possíveis irregularidades.
"As decisões proferidas pelo antigo relator, ministro Dias Toffoli, atenderam a todos os pedidos que o Ministério Público e a Polícia Federal fizeram. Penso que houve um exagero da parte da mídia e, no geral, do papel que o ministro Toffoli cumpriu", declarou o presidente da Câmara.
"Acho errado mudar o escopo de CPI que estava apresentado com um intuito para querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto. CPI tem escopo, CPI tem fato determinado, e não é correto se pegar uma CPI para investigar aquilo que não foi o fato inicial o qual ela foi proposta, que é isso que infelizmente estamos vendo no Senado Federal", defendeu.
Motta também rejeitou críticas de que a Polícia Federal teria atuado de forma excessiva nas diligências envolvendo o ministro, ressaltando que apenas reconhece o papel institucional exercido por Toffoli ao longo do processo.
Rodrigo Mendes
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