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Ministro Camilo Santana defende vice do MDB em chapa do presidente Lula

Segundo o ministro, Renan Filho e Helder Barbalho despontam como nomes relevantes.

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), apontou nomes do MDB como possíveis opções para compor a vice-presidência em uma eventual chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os citados estão o ministro dos Transportes, Renan Filho, o governador do Pará, Helder Barbalho, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, divulgada nesta quinta-feira (26), o ex-governador do Ceará avaliou que, em condições normais, a manutenção do atual vice-presidente seria o cenário mais natural em uma candidatura à reeleição. No entanto, diante do atual cenário político, que classificou como altamente polarizado, Santana defendeu a ampliação das alianças partidárias para fortalecer a chapa presidencial.

Foto: Lucas Dias/GP1Camilo Santana
Camilo Santana

Segundo o ministro, Renan Filho e Helder Barbalho despontam como nomes relevantes dentro do MDB, destacando a atuação administrativa e o perfil político de ambos. Ele também mencionou Simone Tebet como uma alternativa competitiva, ressaltando que qualquer definição dependerá de debates internos no PT e das estratégias eleitorais para os próximos anos.

Camilo Santana ainda citou declarações de Lula sobre um possível “papel a cumprir” do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, em São Paulo, estado que enfrenta indefinições políticas após a recusa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em disputar o governo paulista. No cenário eleitoral, Tebet é apontada como provável candidata ao Senado por São Paulo, onde pode enfrentar o deputado federal Guilherme Derrite.

Ao comentar a corrida presidencial, o ministro afirmou que o senador Flávio Bolsonaro representa um adversário competitivo, por simbolizar a força do bolsonarismo, especialmente em articulação com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Para Santana, o atual cenário reduz o espaço para candidaturas alternativas, e, dependendo do número de concorrentes, a eleição poderia até ser decidida já no primeiro turno.

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