O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nessa sexta-feira (27) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realize sessões de neuromodulação não invasiva por estímulo elétrico craniano (CES) enquanto cumpre pena. O tratamento será feito três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras.
A técnica utiliza pequenas correntes elétricas aplicadas por meio de eletrodos posicionados, em geral, próximos aos lóbulos das orelhas. Cada sessão tem duração média de 50 minutos e é indicada para auxiliar no controle de ansiedade, depressão e distúrbios do sono. No caso do ex-presidente, a defesa também argumenta que o procedimento pode contribuir para reduzir as crises recorrentes de soluços.
Segundo os advogados, nas primeiras aplicações do método — realizadas durante oito dias — foram observadas melhoras nos indicadores gerais de saúde, especialmente em relação ao sono, à ansiedade e ao humor, além de avanços no controle dos soluços, condição que exige o uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central.
Considerado um tratamento de baixo risco, o CES pode provocar efeitos leves e temporários, como formigamento ou dormência na região das orelhas. Bolsonaro já havia passado pelo procedimento em abril de 2025, quando laudos médicos apontaram evolução significativa na adaptação fisiológica e melhora expressiva na estabilidade emocional.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Após sofrer uma queda dentro da cela no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, ele foi submetido a avaliação médica. Apesar disso, pedidos da defesa para concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias continuam negados. Moraes entende que a unidade prisional oferece condições adequadas de segurança e assistência médica permanente.
Rodrigo Mendes
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