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Flávio Bolsonaro assume “herança” de Bolsonaro nas redes sociais e lidera índice de presidenciáveis

A influência do ex-presidente permanece significativa, sobretudo pela base de apoio consolidada.

Mesmo detido na Papuda, em Brasília, Jair Bolsonaro (PL) segue como peça central do tabuleiro político da direita. O ex-presidente tem como principal meta transferir seu capital político para um dos filhos que deverá disputar a Presidência da República em 2026. A aposta recai sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), escolhido para herdar o protagonismo do bolsonarismo na corrida ao Palácio do Planalto.

A influência de Bolsonaro permanece significativa, sobretudo pela base de apoio consolidada ao longo dos anos nas redes sociais, fator decisivo em sua vitória eleitoral em 2018. A estratégia do grupo é concluir, antes do pleito de outubro, a migração dessa chamada “herança digital” para Flávio, consolidando o senador como o principal nome da oposição ao projeto de reeleição do presidente Lula.

Foto: Carlos Moura/Agência SenadoSenador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro

Desde que foi anunciado como pré-candidato do PL, no início de dezembro, Flávio passou a reorganizar sua atuação no ambiente digital, buscando ocupar o espaço deixado pelo pai, que está com as redes sociais bloqueadas desde julho do ano passado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Só no Instagram, Jair Bolsonaro acumulava cerca de 27 milhões de seguidores, número que o colocava no topo entre os principais influenciadores políticos do país.

Dados do Índice Datrix dos Presidenciáveis (IDP) mostram que, em apenas dois meses, Flávio Bolsonaro assumiu a liderança no ranking que avalia engajamento, alcance e reputação dos pré-candidatos. No mesmo período, Lula caiu para a sexta posição, em janeiro. Embora o petista concentre o maior número de seguidores no Instagram — cerca de 14,4 milhões —, seu desempenho recente foi impactado por pautas internacionais, como a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos.

Flávio, por sua vez, ganhou impulso em dezembro com o anúncio oficial da pré-candidatura e consolidou a liderança no mês seguinte, quando passou a figurar como principal adversário de Lula nas pesquisas eleitorais. O senador também ampliou sua visibilidade com uma visita oficial a Israel. Atualmente, ele soma 8,5 milhões de seguidores no Instagram, ultrapassando o irmão Eduardo Bolsonaro (PL), que permanece nos Estados Unidos.

Segundo o diretor-executivo da Datrix, João Paulo Castro, a centralidade de temas internacionais no debate político recente alterou o peso da reputação fora das redes próprias dos candidatos. “Esse fator passou a ter influência determinante no desempenho dos presidenciáveis”, destaca o estudo.

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