A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser analisada pelo Senado apenas após as eleições de outubro. A avaliação de aliados do governo é de que o Palácio do Planalto ainda não possui os 41 votos necessários para garantir a aprovação do nome do ministro.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, essa leitura é compartilhada por líderes governistas e integrantes da cúpula do Senado. Parlamentares afirmam que o ambiente político no Congresso se tornou mais tenso com o avanço da disputa presidencial, o que pode levar a oposição a transformar a votação em um movimento político contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proximidade das eleições também tem influenciado o clima dentro do Senado. Um líder da base governista afirmou que a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida pelo Palácio do Planalto elevou a tensão entre os parlamentares.
Na avaliação de integrantes do governo, decisões importantes no Senado passaram a ter impacto direto no cenário eleitoral. Por isso, aliados de Lula acreditam que a oposição pode tentar usar a indicação ao STF para impor uma derrota política ao governo. Diante desse cenário, a estratégia defendida por parte da base é aguardar o término da disputa nas urnas para retomar as negociações.
Rodrigo Mendes
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