Os depoimentos de mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, de assédio foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, que deverá decidir se há base para a abertura de investigação criminal.
Até agora, não existe inquérito formal no STF, o que faz com que uma possível denúncia da Procuradoria-Geral da República seja analisada apenas após o avanço da sindicância interna no STJ. O caso deve ser debatido pelo tribunal no próximo dia 14 de abril. Pessoas próximas ao ministro avaliam que a inexistência de investigação criminal pode pesar a favor dele no âmbito administrativo, embora haja expectativa de um desfecho desfavorável.
A remessa dos documentos ao Supremo ocorreu após solicitação da PGR. O relator dos processos penais na Corte, Kassio Nunes Marques, determinou que tanto o Conselho Nacional de Justiça quanto o STJ compartilhem a íntegra das informações reunidas até o momento.
Com acesso ao conteúdo, incluindo as transcrições dos depoimentos, a PGR deverá avaliar se já há indícios suficientes para pedir a abertura formal de inquérito no STF contra o magistrado.
Rodrigo Mendes
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