A Procuradoria-Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal, no último fim de semana, uma denúncia contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida por suposta importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As acusações vieram à tona em 2024 e resultaram na saída de Almeida do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O caso tramita sob sigilo e está sob relatoria do ministro André Mendonça. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou a existência de elementos que sustentam o relato apresentado pela ministra.
A defesa de Silvio Almeida, representada pelo advogado Thiago Turbay, informou que ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia e voltou a negar qualquer irregularidade. Desde o início das investigações, o ex-ministro tem rejeitado as acusações.
De acordo com o relato de Anielle Franco, os episódios teriam ocorrido durante o período de transição de governo, em 2022, e se estendido ao longo de mais de um ano, até que a denúncia fosse formalizada em 2024.
Rodrigo Mendes
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