A modelo e empresária Martha Graeff encaminhou, nesta sexta-feira (27), uma manifestação direta à imprensa após a divulgação de conversas íntimas com o ex-noivo, o banqueiro Daniel Vorcaro. No posicionamento, ela afirma não ter envolvimento e diz desconhecer possíveis irregularidades ligadas às atividades do empresário.
"Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa", afirmou.
A influenciadora também criticou a exposição de conversas pessoais, que vieram à tona após a quebra de sigilo no âmbito da comissão parlamentar que investiga o caso do INSS. "As últimas semanas têm sido as piores da minha vida — e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa — e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada", acrescentou.
A repercussão do episódio também foi alvo de críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que classificou o vazamento como uma “barbárie” e afirmou que detalhes da intimidade do casal foram divulgados “para festejo geral”.
Martha Graeff reside oficialmente nos Estados Unidos, mas foi convocada a prestar esclarecimentos no Congresso Nacional, em duas comissões distintas. Até o momento, não há informações sobre seu paradeiro atual, e a nota divulgada não traz detalhes sobre sua localização.
Confira a nota na íntegra
Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país — e não apenas em julgar e punir injustamente — esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.
Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.
As últimas semanas têm sido as piores da minha vida — e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa — e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?
Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi a distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.
Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.
Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida.
Rodrigo Mendes
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