Após ter a pré-candidatura confirmada, Ronaldo Caiado afirmou que pretende se posicionar como alternativa à polarização política representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela família Bolsonaro.
Em seu discurso, Caiado criticou o cenário político atual e defendeu que a divisão ideológica no país é estimulada por interesses específicos. “Quero dizer também que o Brasil não suporta mais uma situação que tem sido uma constante nos últimos anos. Posso afirmar que a polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político daqueles que se beneficiam dela. Pode ser desativada, sim, por alguém que não é parte dela”, declarou.
O governador também afirmou que pretende conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, caso seja eleito presidente. “É o que pretendo fazer chegando à Presidência. Meu primeiro ato será anistia ampla, geral e irrestrita”, disse.
Além disso, Caiado avaliou que o desafio eleitoral vai além de derrotar o Partido dos Trabalhadores. Para ele, é necessário impedir o retorno da sigla ao poder. “Essa eleição tem uma característica diferente das demais. O PT teve cinco eleições depois do regime militar. Nós ganhamos, no entanto, depois ele voltou”, afirmou.
Ao comentar a disputa no campo da direita, o pré-candidato também fez uma crítica indireta ao senador Flávio Bolsonaro, ao questionar a capacidade de governar. “Ganhar não é dificuldade, é saber governar. Vai saber governar ou vai aprender da cadeira?”, concluiu.
Rodrigo Mendes
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