O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu a análise sobre o gasto de R$ 350 milhões do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o aluguel de navios de cruzeiro para hospedagem durante a COP30, realizada em Belém. Por unanimidade, os ministros consideraram a despesa regular e julgaram improcedente a representação que questionava o contrato.
O processo foi aberto após questionamento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que apontava possíveis irregularidades na contratação. No entanto, o tribunal entendeu que a medida adotada pelo governo foi adequada diante das circunstâncias.
De acordo com o relatório, assinado pelo ministro Bruno Dantas, a iniciativa foi considerada “razoável e plausível”, levando em conta as limitações de infraestrutura da capital paraense e o aumento esperado no fluxo de visitantes durante o evento internacional.
A operação foi conduzida pela Secretaria Especial da COP30, que firmou acordo com a Embratur. A entidade, por sua vez, contratou a empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda. para viabilizar a hospedagem em embarcações das companhias Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros.
Segundo a Casa Civil, o valor final do contrato foi de R$ 350,2 milhões, abaixo do teto inicialmente estimado em R$ 454 milhões. O TCU também avaliou que a solução escolhida foi economicamente mais vantajosa do que outras alternativas, como o afretamento direto das embarcações, que exigiria pagamento antecipado elevado e menor margem para negociação.
Durante a análise, também foi citado o empresário Marcelo Cohen, proprietário da Qualitours, que é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Hotel Botanique, em Campos do Jordão (SP) — informação que Vorcaro nega.
Com a decisão, o TCU encerra o caso sem apontar irregularidades, validando a estratégia adotada pelo governo para suprir a demanda por hospedagem durante a conferência internacional.
Wanessa Gommes
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