Fechar
Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
GP1

O Conselho de Educação Física está fiscalizando ou perseguindo seus profissionais?

O que está acontecendo com alguns Conselhos Regionais de Educação Física?

No Rio Grande do Norte, a professora de Educação Física Mihdian Mendes Rocha, proprietária de uma academia em Mossoró, relatou ter sido notificada pelo CREF16 porque se ausentou da sala por apenas 1 minuto e 35 segundos para ir ao banheiro.

Se esse relato corresponde aos fatos, estamos diante de uma situação que desafia o bom senso. Desde quando uma necessidade fisiológica passou a ser tratada como infração?
E o problema não parece ser isolado.

No Piauí, durante uma fiscalização do CREF15, um proprietário de academia questionou o fiscal sobre o que deveria acontecer caso o professor precisasse ir ao banheiro. Segundo o relato, a resposta foi surpreendente: todos os alunos deveriam sair da sala de musculação e só poderiam retornar quando o professor voltasse do banheiro.

É difícil imaginar que esse seja o verdadeiro papel de um Conselho Profissional.

Fiscalizar é importante. Combater o exercício ilegal da profissão também. Mas transformar uma necessidade humana em motivo para autuação ou impor regras que parecem ignorar completamente a realidade do trabalho nas academias não fortalece a profissão. Pelo contrário, gera revolta, insegurança e afasta o Conselho daqueles que deveria representar.

Nenhum profissional deixa de ser responsável porque precisou se ausentar por pouco mais de um minuto para atender uma necessidade fisiológica. O bom senso sempre foi um dos pilares de qualquer atividade fiscalizatória.

Se os relatos forem confirmados, fica uma pergunta que toda a categoria tem o direito de fazer: Os Conselhos Regionais de Educação Física existem para proteger a sociedade e valorizar os profissionais ou para transformar o exercício da profissão em um ambiente de medo e constrangimento?

A categoria merece fiscalização séria, equilibrada e baseada na legalidade. O que ela não merece é conviver com situações que, se verdadeiras, passam a impressão de excessos incompatíveis com a finalidade de um órgão de fiscalização.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.