O Tribunal de Contas da União abriu um processo para investigar a aplicação de R$ 4,5 milhões em recursos federais destinados à organização do acervo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração foi motivada por questionamentos apresentados por parlamentares da oposição sobre o uso do dinheiro público.
Segundo o tribunal, o caso está sob relatoria do ministro Walton Alencar Rodrigues, mas ainda não há detalhes divulgados nem previsão de análise pelo plenário.
Os recursos foram viabilizados por meio de um acordo entre a Casa Civil e a Universidade Federal do ABC, que prevê serviços como organização, digitalização, transporte e guarda temporária do material, localizado em São Bernardo do Campo (SP). O acervo reúne documentos, imagens e outros itens ligados à trajetória política do presidente.
Em manifestação anterior, a Casa Civil indicou que o conjunto pode ser considerado de interesse público e parte do patrimônio cultural do país. Ainda assim, o tema gerou controvérsia após representação do deputado Ubiratan Sanderson, que questiona a destinação dos recursos e pede a suspensão dos repasses.
Com a abertura do processo, o TCU poderá requisitar informações ao governo, analisar documentos e realizar diligências para verificar se houve irregularidades na aplicação do dinheiro público.
Rodrigo Mendes
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