A Receita Federal enviou à CPI do Crime Organizado um conjunto de documentos que indicam repasses milionários feitos pelo Banco Master a figuras de destaque da política nacional.
Entre os citados está o ex-presidente Michel Temer. De acordo com os dados, o escritório dele teria recebido R$ 10 milhões. Temer, no entanto, afirmou que a contratação ocorreu para “uma atividade jurídica de mediação” e contestou o valor, dizendo que o montante pago foi de R$ 7,5 milhões.
Os registros também apontam o pagamento de R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, empresa ligada ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Já o escritório Lewandowski Advocacia recebeu cerca de R$ 6,1 milhões a partir de novembro de 2023. A banca pertence à família do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, que deixou a sociedade em janeiro de 2024, pouco antes de assumir o Ministério da Justiça.
Outro repasse citado foi de R$ 12 milhões a uma empresa de Bonnie Bonilha, esposa do enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
Os documentos encaminhados à CPI também indicam pagamentos de R$ 80,2 milhões, entre 2024 e 2025, ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, que é casada com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Além disso, o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aparece na lista com R$ 8 milhões recebidos por serviços prestados ao banco.
Rodrigo Mendes
Ver todos os comentários | 0 |